Metalúrgica abre frente de trabalho em Americana
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de julho de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, 2 (AE) - A Indústria Nardini SA e o Sindicato dos Metalúrgicos de Americana formalizaram um acordo para abertura de uma frente de trabalho no município. A empresa vai oferecer 500 vagas no setor de produção por um prazo de seis meses. A pré-qualificação dos candidatos será realizada na próxima Segunda-feira, na sede da fábrica, onde será instalado um posto do Sindicato.
"É uma forma de reduzir o desemprego e preparar mão-de-obra", disse o diretor administrativo da empresas, João Batista Guarino.
Segundo ele, os candidatos selecionados trabalharão de segunda a sexta-feira, numa jornada diária de seis horas. A Nardini pagará um salário de R$ 150,00 por mês, além de cesta básica e vale transporte.
Aos sábados, os trabalhadores deverão participar de um curso de capacitação."Eles aprenderão a conhecer o processo produtivo e o funcionamento dos equipamentos", explica Guarino. Segundo ele, a empresa poderá efetuar contratações definitivas depois do prazo estabelecido. "Tudo vai depender da necessidade
dos nossos recursos e da capacitação profissional alcançada por estes trabalhadores", disse.
Guarino informou que o acordo foi intermediado pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. "Chegamos a conclusão que os resultados serão positivos para a empresa e para os trabalhadores", disse. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos em Americana, Valdir Pereira da Silva, é irmão do presidente da Força Sindical.
Com 91 anos de fundação, a Nardini produz tornos mecânicos. Atualmente, a empresa mantêm um quadro de 520 funcionários. Há três anos, porém, a fábrica, considerada uma das mais tradicionais da região, foi obrigada a desativar a produção devido a uma crise financeira. "Passamos onze meses sem produzir uma só peça", conta.
A fábrica só voltou a produzir em julho do ano passado, quando a demanda voltou a crescer. Atualmente, a empresa fabrica
em média, 140 tornos mecânicos por mês. Desse total, 40% são negociados no mercado interno e 60% são exportados. "A desvalorização do real frente ao dolar acabou nos beneficiando"
diz o diretor administrativo.


