Metade das vítimas foram mortas por conhecidos
Das 46,1 mil mulheres mortas em dez anos no País, 50,3% delas foram vítimas de pessoas conhecidas. Do total, 33,2% são parceiros ou ex-parceiros. Os dados do estudo do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz foram tabulados com base nos registros do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde.
A pesquisa também aponta que o número de assassinatos de mulheres brancas entre 2003 e 2013 caiu de 1.747 para 1.576 (- 9,8%). No mesmo período, as ocorrências registradas com mulheres negras aumentaram 54,2%, passando de 1.864 para 2.875. Sobre a idade das vítimas, o Mapa da Violência aponta baixa incidência até os 10 anos, crescimento até os 18 e 19 anos, e a partir dessa idade, uma tendência de lento declínio até a velhice. Ainda segundo o estudo, diversos estados evidenciaram "pesado crescimento" na década, como Roraima, onde as taxas de homicídios femininos cresceram 343,9%, ou Paraíba, onde os índices mais que triplicaram (229,2%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.
Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de dez homicídios por 100 mil mulheres. (C.F.)





