Londrina – Os smartphones oferecem um número cada vez maior de aplicativos das mais variadas áreas e funções. O serviço de táxi em Londrina também segue essa tendência. Hoje o passageiro não fica mais fica mais refém apenas de um telefonema para acionar um carro. Pelo menos três modelos de aplicativos estão sendo usados por taxistas da cidade. E com muitas vantagens para os profissionais e, acima de tudo, para os clientes.
Basicamente os sistemas têm funções parecidas. Ao acessar o aplicativo, o programa identifica o endereço do passageiro e aciona o taxista mais próximo. O cliente consegue visualizar, pela tela do celular, o trajeto que está sendo percorrido, a localização do veículo e o momento que o táxi estaciona no endereço solicitado. Tudo isso de forma muito mais rápida do que em uma chamada convencional. Em média, o cliente espera 50% a menos.
O taxista Luis Reinaldo Caniceiro, de 47 anos, se habilitou a utilizar um aplicativo há três anos e relata que a ferramenta começou a ser usada de forma intensa pelos londrinenses a partir de novembro do ano passado. "Hoje todas as minhas corridas são através do aplicativo. Abandonei as chamadas via central", conta.
Caniceiro ressalta que a grande vantagem do sistema é o ciclo de confiança que o profissional cria com o cliente. "O passageiro sabe que o taxista vai. Ele pode acompanhar todo o trajeto e se houver algum imprevisto tenho como comunicá-lo diretamente, sem necessitar de um intermediário, que acaba atrasando a comunicação", aponta.
Já Hilário Fantin, de 66 anos, destaca que os aplicativos evitam o desperdício de quilômetros percorridos já que o taxista que está mais próximo é quem atende a chamada. "É muito mais seguro também, já que toda chamada registra o número do celular do cliente. Quem está mal-intencionado não vai acionar o táxi através dos aplicativos", frisa. "Quando faço uma corrida não preciso voltar ao ponto. Permaneço nas proximidades até a próxima corrida. Assim administro melhor o tempo, gasto menos e desenvolvo melhor o trabalho", relatou Caniceiro, que está há 30 anos no ramo.
Cientes da demanda crescente e correndo atrás das concorrentes, as associações de táxis de Londrina estão desenvolvendo seus próprios sistemas. A central Faixa Azul, que agrega 121 taxistas, utiliza há 40 dias um aplicativo desenvolvido por uma empresa de Curitiba. Segundo Sandra Aparecida da Silva, assessora administrativa da cooperativa, em virtude do pouco tempo de uso ainda não é possível fazer um levantamento preciso da porcentagem de chamadas por meio do aplicativo. "Certamente é uma tendência irreversível, sobretudo para o público jovem. Demoramos um pouco para implantarmos, mas tem funcionado bem e a avaliação dos clientes tem sido positiva", garante. "O nosso diferencial é que temos uma central de apoio local e, no caso da chamada ser de um local longe, sem taxistas por perto, fazemos esta intermediação e enviamos outro veículo", explica.
Keity Rocha, associada da Faixa Azul, aposta que o uso de aplicativos no segmento de táxis ainda tem muito a crescer em Londrina e pode atingir índices já alcançados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. "Hoje as minhas corridas estão meio a meio entre o que vem pelos aplicativos e os da central", calcula.

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