São Paulo, 02 (AE) - Estudo realizado pela consultoria Austin Asis demonstra que a metade dos empréstimos de companhias abertas que vencem este ano está atrelado à correção cambial. O levantamento levou em consideração 359 empresas de capital aberto (com ações em Bolsa) com base nos balanços de nove meses de 1998. O valor total dos empréstimos em moeda nacional com vencimento no curto prazo (menos de um ano) é o equivalente a US$ 15 bilhões e em moeda estrangeira de US$ 13,9 bilhões.
Os dados são preliminares, uma vez que as informações trimestrais muitas vezes não têm abertura do valor em moeda estrangeira. A avaliação mais precisa deve ocorrer com os balanços anuais. Pérsio Nogueira, gerente da consultoria, afirma que o peso expressivo dos empréstimos em moeda estrangeira das grandes companhias nacionais de capital aberto tem que ser observado com cautela, pois entre elas há muitas empresas exportadoras (que recebem também em dólar) ou que fizeram "hedge" (garantia) contra desvalorização cambial.
O estudo constatou que o setor mais comprometido com a desvalorização do real e alta dos juros foi o de transportes, principalmente empresas aéreas. A consultoria avaliou os balanços de nove meses de 1998 das empresas abertas distribuídas em 20 setores da economia. O setor de transportes está com 53,9% de seus ativos (bens e direitos) comprometidos com dívidas de acordo com os balanços de nove meses de 1998. Em moeda estrangeira, a obrigação por empréstimos é de 0,3% dos ativos.
Em segundo lugar, em termos de comprometimento total com dívidas, está o setor de material de transporte (carrocerias, chassis), sendo 34,4% dos ativos comprometidos com empréstimos. A obrigação em moeda estrangeira no setor de material de transporte é de 9,9% do total das dívidas. Em terceiro lugar, aparece o setor agropecuário, que possui 28,1% dos seus ativos comprometidos com dívidas, sendo 1,9% em moeda estrangeira.
Pelo estudo da Austin Asis com base em 359 balanços de companhias abertas (com ações em Bolsas) constatou que o setor mais comprometido com a desvalorização do real e alta dos juros foi o de transportes, principalmente empresas aéreas. A consultoria avaliou os balanços de nove meses de 1998 das empresas abertas distribuídas em 20 setores da economia. O setor de transportes está com 53,9% de seus ativos (bens e direitos) comprometidos com dívidas de acordo com os balanços de nove meses de 1998. Em moeda estrangeira, a obrigação por empréstimos é de 0,3% dos ativos.
Em seguida, em termos de comprometimento total com dívidas, está o setor de material de transporte (carrocerias, chassis), sendo 34,4% dos ativos comprometidos com empréstimos. A obrigação em moeda estrangeira no setor de material de transporte é de 9,9% do total das dívidas. Em terceiro lugar, aparece o setor agropecuário, que possui 28,1% dos seus ativos comprometidos com dívidas, sendo 1,9% em moeda estrangeira.

mockup