Meta é a indústria ecológica
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de junho de 1997
Valmir Denardin, da Redação 
Riqueza verdeMesmo com uma estrutura industrial incipiente, Foz do Iguaçu está disposta a selecionar as fábricas que quiserem se instalar no município. Estamos desenvolvendo um Plano Diretor para que possamos ter indústrias ambientalmente adequadas, afirma o prefeito Harry Daijó (PPB).
A maior riqueza que temos é a natureza, completa Daijó. O europeu não vem para cá por causa dos hotéis ou da gastronomia, mas por causa da natureza. Se não tivermos esse cuidado, vamos perder o que temos de melhor.
O novo Plano Diretor não pretende destinar uma grande área para a implantação de um distrito industrial. A proposta da prefeitura é a reserva de áreas menores para essa finalidade, distribuídas pelos bairros mais populosos e afastados do centro.
Cada um desses pequenos pólos cumpririam uma vocação, abrigando fábricas da mesma área: como setores de alimentação, móveis, artigos de cama, mesa e banho, produtos para hotelaria. Nossa idéia é dividir a cidade em áreas, de acordo com as indústrias mais propícias para cada região, explica o prefeito.
Segundo Daijó, durante a elaboração do Plano Diretor, as propostas de implantação de áreas industriais maiores deverão ser tecnicamente estudadas com relação ao seu impacto ambiental.
Sob esse ponto de vista, a Prefeitura poderá até recusar a instalação de fábricas poluentes no muncípio. O primeiro exemplo dessa decisão já está acontecendo. Atualmente, a prefeitura apóia o projeto de instalação de um centro distribuidor de petróleo da Petrobrás em Santa Terezinha de Itaipu (município vizinho, a 22 quilômetros do centro de Foz). Estamos apoiando essa iniciativa porque não é ambientalmente interessante para Foz do Iguaçu ter uma distribuidora de petróleo, afirma Daijó.
Atualmente o setor industrial de Foz é pouco desenvolvido. Levantamento do Departamento Municipal de Informações Institucionais mostra que o município tem 665 indústrias, todas de pequeno porte. A maioria é de fundo de quintal, explica o diretor do departamento Luiz Carlos Kossar. O setor industrial emprega apenas 4.500 trabalhadores.


