Meta do banco é reunir 500 lojas virtuais
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domingo, 12 de dezembro de 1999
Por Roberto Camargo 
São Paulo, 12 (AE) - O diretor de Produtos de Infomática do Bradesco, Odécio Grégio, disse à Agência Estado que a meta do banco é reunir, até junho, 500 lojas virtuais em seu Shopping Eletrônico, que já se intitula o maior da América do Sul. Atualmente, são 383 lojas cadastradas, das quais 120 estão efetivamente operando. Grégio reconheceu que o serviço, lançado em março de 1998, não teve de imediato o desempenho que o Bradesco esperava. "Era preciso tempo para consolidar essa nova cultura", avaliou.
A diretoria do banco, que foi o pioneiro nos serviços de Internet Banking e tem um comitê executivo para avaliação das tendências de negócios na rede, entendeu que agora é chegado o momento de apostar todas as fichas no e-commerce e por isso optou pelo acesso gratuito. Entretanto, Grégio ponderou que o comércio eletrônico não é a única motivação. O banco atinge vários alvos com essa tacada. Além de associar sua imagem à popularização da Internet, o maior banco privado do País trabalha com a meta de aumentar sua base de correntistas, passando de 8 milhões para 10 milhões de clientes ativos.
Ao mesmo tempo, tem a intenção de aumentar o número de usuários do Internet Banking de 830 mil para 1,5 milhão, reduzindo custos e aumentando a produtividade ao desafogar suas agências. Na área de comércio eletrônico, a intenção do Bradesco é colocar diversas modalidades de pagamento, além da simples utilização do cartão de crédito ou da carteira eletrônica que exige um download (baixa de arquivo) para a certificação digital das operações de compra.
Uma das alterntativas é o boleto de cobrança para as compras virtuais, documento que será montado na tela do computador para impressão e posterior pagamento que obviamente pode ser feito via Internet Banking. A operação de compra ficará confirmada quando o boleto for pago. A alternativa, segundo Grégio, surgiu dos próprios clientes, em uma pesquisa feita pelo banco. Também para facilitar o acesso ao Shopping Eletrônico, que registra compra média de R$ 70,00, o banco deve lançar esta semana uma modalidade mais simples de certificação digital, que não exigirá baixa de arquivo.
Com o acesso gratuito à Internet, o banco também espera incrementar a seu serviço de investimentos on-line, o Shopinvest
que em oito meses de funcionamento, com oito "salas" para a comercialização de diversos produtos, já movimentou R$ 170 milhões. Grégio esclareceu que o banco não pretende competir no mercado de acesso à Internet, cujos provedores têm cobrado até R$ 35,00 por acesso ilimitado, mas argumentou que o acesso gratuito é uma tendência mundial que levará os operadores a se especializarem cada vez mais na oferta de conteúdo. Além do acesso limitado a 20 horas, outra característica do serviço do Bradesco que o difere dos convencionais é que há contas de e-mail, por exemplo, apenas são indicados sites que também oferecem e-mail gratuito.


