Meta de superávit primário deveria ser de 5%, diz economista
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quinta-feira, 21 de outubro de 1999
por Denise Ramiro 
São Paulo, 22 (AE) - O governo precisaria fazer mais do que cumprir a meta de superávit primário acordada com o FMI para promover um ajuste fiscal eficiente. Essa é uma das conclusões do Indicador de Eficiência do Ajuste Fiscal, elaborado pelo Instituto Atlântico. Segundo o vice-presidente da entidade, Paulo Rabelo de Castro, a meta de 3% de superávit primário acertada com o FMI deveria ser de 5%. Ele disse ainda que o ajuste fiscal deve ser feito com a redução de despesas e não com o aumento de impostos. Segundo o Insituto Atlântico seria admissível um ajuste fiscal em que um terço poderia vir do aumento de impostos, mas dois terços deveriam vir do corte de gastos, o que não está sendo feito nessa proporção. A apresentação do indicador está sendo feita nesse momento na Fiesp para economistas, políticos e empresários. O indicador foi criado a partir de uma metodologia que avalia o ajuste fiscal do governo em relação ao acordo com o FMI.


