Meta de campanha contra HPV é vacinar 270 mil meninas no PR
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segunda-feira, 10 de março de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina Cerca de 270 mil meninas paranaenses serão imunizadas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) na campanha nacional de vacinação aberta ontem. Esse número equivale a 80% do público-alvo, formado por adolescentes entre 11 e 13 anos. Pelo menos, essa é a meta estipulada pelo Ministério da Saúde (MS) para todo o País. Em Londrina, 12 mil adolescentes estão na faixa etária contemplada pela ação.
Ao longo do ano, o Estado deve receber 573,3 mil doses da vacina, que previne o câncer de colo de útero. A primeira é aplicada agora, a segunda após seis meses e a terceira e última, depois de cinco anos. Em 2015, a vacina vai passar a ser oferecida para as adolescentes de 9 e 10 anos. As faixas contempladas foram definidas pelo MS. O objetivo é fazer a imunização antes do início da vida sexual e do possível contato com o HPV.
De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica em Londrina, Sônia Fernandes, 4,9 mil doses já estão disponíveis no Município. "Até o final do mês, a Secretaria Estadual de Saúde garantiu mandar o segundo lote da vacina." Neste primeiro momento, a vacinação é feita apenas nos 52 postos de saúde das zonas urbana e rural. "A princípio não haverá campanha nas escolas. Porém, estamos trabalhando com orientação em algumas instituições de ensino", adiantou.
Agentes de saúde receberam treinamento para repassar aos usuários dos postos informações sobre o HPV, incluindo formas de transmissão e de tratamento da doença.
A vacina utilizada é a quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero no mundo.
Para o primeiro ano de vacinação, o Ministério da Saúde está distribuindo 15 milhões de doses em todo o território nacional. A meta é atingir 80% do público-alvo, composto por 5,2 milhões de meninas.
A dona de casa Débora Bueno aproveitou o primeiro dia da campanha para garantir a imunização da filha Aline Gomedi, de 11 anos. "Li várias informações a respeito da vacina e acredito que seja uma boa forma de prevenir o câncer de colo de útero. Gostaria que minha filha mais velha também fosse contemplada, mas ela já passou da idade da campanha. Vou atrás da vacinação particular para que ela fique protegida", comentou. Aline, por sua vez, conta que confiou na decisão da mãe e não teve medo da vacina. "É para minha saúde, minha mãe explicou", disse.


