Agência Lumiar/Agência Estado
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Capiba, em foto recente: foliãoMorreu ontem às 9h30 no Recife (PE), devido a uma infecção generalizada, o cantor e compositor Lourenço Fonseca Barbosa, o Capiba, símbolo do frevo pernambucano. O governador Miguel Arraes e o prefeito do Recife, Roberto Magalhães, decretaram luto oficial no Estado e no município. Capiba tinha 93 anos e estava internado havia 11 dias na UTI do Hospital Jayme da Fonte, onde deu entrada com sinais de desidratação e problemas renais. Em seguida foi detectada uma pneumonia e no dia seguinte o quadro do compositor agravou-se, com uma infecção generalizada.
Com os rins sem funcionar, ele foi submetido a cinco sessões de diálise. O pulmão direito ficou comprometido e a pressão arterial estava muito baixa. Ontem ele teve falência múltipla de órgãos. O corpo do compositor está sendo velado na Assembléia Legislativa de Pernambuco. O enterro será hoje às 10 horas, no Cemitério de Santo Amaro.
FoliãoAutor de cerca de 200 composições - entre frevos, marchas, maracatus, polcas e samba-canções - Capiba ficou famoso nacionalmente por ser autor da música ‘‘Maria Betânia’’, que o então menino Caetano Veloso ouvia no rádio, e adorava, levando-o a escolher o nome da canção para a irmã. Entre os seus frevos mais conhecidos estão ‘‘Oh, bela’’ e ‘‘Frevo, alegria da gente’’.
Capiba nasceu em Surubim, no Agreste (143 quilômetros do Recife). O seu apelido - um dos muitos nomes dados ao jumentos - foi inventado pelo avô por conta da teimosia que o caracterizava. Sempre ligado à música, o artista já participava de uma bandinha aos 9 anos de idade. Aos 21 compôs a sua primeira música e aos 25 gravou o primeiro disco.
Amante do Recife, que considerava ‘‘a melhor cidade do mundo’’ e ‘‘dona do melhor ritmo do mundo, o frevo’’, Capiba era folião e não perdia uma festa de Carnaval. Era casado com dona Zezita e não deixou filhos.

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