Mesmo sem danos, servidores veem prejuízos
A chefe do gabinete Maria Julia Giannasi Kaimen integrou uma comissão composta por servidores que atuam na reitoria, por uma engenheira e por dois seguranças para realizar a vistoria do espaço liberado pelos estudantes. O grupo constatou que uma cadeira estava danificada. O estudante Adson Augusto Lemos alega que estudantes contrários ao movimento que tentaram invadir o local durante a ocupação teriam quebrado o móvel.
Maria Julia ressaltou também que vários processos ficaram parados no período da ocupação, o que prejudicou o trabalho dos servidores da reitoria. "Os servidores e a engenheira da prefeitura do campus universitário entraram na reitoria para verificar e elaborar um relatório. Os processos da Procuradoria Jurídica estavam fechados no gabinete e os processos do meu gabinete também. Lá existe uma série de urgências que serão retomadas com a liberação do espaço", ressaltou.
Já o diretor da Rádio UEL FM, Osmani Costa, lamentou os dias em que a emissora está fora do ar. "O que fica é uma imagem negativa, pois todos tiveram prejuízos: espectadores, professores, servidores, estudantes", criticou. Ele disse que, mesmo após a ocupação, a emissora vai disponibilizar cerca de uma hora diária da programação para debater pautas das greves das três categorias. "A proposta inicial continua de pé. O que não podíamos aceitar era que a rádio fosse comandada pelos estudantes", disse. Por outro lado, Costa elogiou o zelo dos manifestantes. "Recebemos tudo limpo e bem cuidado. Nesse ponto eles estão de parabéns", reconheceu. (V.O. e C.F.)





