Mesmo insatisfeitos, sem-terra deixam praças
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A demora na implantação de assentamentos da reforma agrária, em áreas já desapropriadas, e falta de estrutura e crédito de habitação em assentamentos consolidados, levaram integrantes do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a ocuparem praças em frente às prefeituras de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava) e Cândido de Abreu (191 km ao sul de Apucarana), esta semana. Os manifestantes levantaram acampamento, ontem, mas ainda estão insatisfeitos com as promessas de solução apresentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Paraná (Incra-PR) e administrações municipais.
O coordenador do MST, Aldecir de Lima, disse que as reivindicações envolvem os assentamentos Vale da Conquista, em Cândido de Abreu, e Vale da Serra, em Pitanga, que existem há oito anos, mas onde as famílias moram e trabalham na agricultura de forma precária. ''Não há estradas, crédito de investimentos e de habitação. Para ter uma idéia, as famílias ainda moram embaixo de lonas'', apontou.
O MST cobra, ainda, agilidade nos processos para criação de assentamentos na Fazenda Laguiche e Santa Fé, em Cândido de Abreu e restruturação do assentamento Nova Itaúna, em Manoel Ribas (146 km ao sul de Apucarana). A primeira já teve decreto de desapropriação publicado, mas segundo o Incra, ainda depende de vistoria para avalição do valor a ser pago e dar continuidade ao processo. Lima afirmou que a implantação de novos assentamentos representaria alívio para as famílias que, hoje, estão em acampamentos, como o das margens de uma rodovia, em Manoel Ribas.
O superintendente do Incra-PR, Celso Lisboa de Lacerda, disse que já apresentou aos sem-terra o cronograma de encaminhamento das reivindicações. No entanto, por conta da greve dos servidores do Incra, há quase 40 dias, algumas providências ainda estão pendentes.


