O secretário-geral da Sociedade Brasileira para o Progresso a Ciência (SBPC), biólogo Aldo Malavasi, apesar de se manifestar a favor dos transgênicos, faz restrições à liberação desses alimentos. Ele considera indispensável a realização de estudos sobre o impacto ambiental causado pelos transgênicos no País. Com isso, deixa clara a sua crítica à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que autorizou o plantio comercial de soja transgênica no País, sem a realização de estudos de impacto ambiental.
‘‘Se em vez de ficar brigando tanto já tivéssemos feito os estudos, não haveria tanta polêmica’’, afirmou. Em relação à importação de milho transgênico, que está no momento sendo discutida na Justiça, para ele o problema é quanto à distribuição do produto no País.
Malavasi aceita os estudos que dizem que o uso de milho para ração animal não representa risco, mas teme que possa haver problemas na distribuição do produto. Ele quer saber como a fiscalização sanitária vai controlar que o produto só seja usado para consumo animal e não para consumo humano.
O professor Malavasi disse, também, que a SBPC é uma entidade para o progresso da ciência e, como tal, não pode ser contra os organismos geneticamente modificados. Ele concorda com a proposta do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), de promover uma audiência pública com a participação de governo, empresas, cientistas e representantes da sociedade, para debater o tema.

mockup