Mesmo em greve, Funai garante atendimento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de julho de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Apesar de estarem em greve desde o dia 15 de março, os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Londrina continuam em atividade e atendimento normal na administração regional. A decisão da paralisação veio por meio de comunicado do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef) que motivou também a paralisação do Incra, Ibama e outros órgãos federais.
Segundo o chefe de serviço administrativo da Funai de Londrina, Marcos César da Silva, a principal reivindicação dos servidores é a implantação do plano de carreira indigenista e reajuste salarial. ''Há doze anos os servidores não têm seus salários reajustados'', disse.
A administração regional em Londrina conta com 35 servidores públicos que atendem cerca de 2.800 índios em seis postos indígenas da região norte do Estado.
Silva informa que o plano de carreira poderá especializar e proporcionar cursos técnicos para funcionários que hoje, apesar de serem contratados para atividades administrativas, acabam realizando trabalhos que lidam diretamente com o índio. ''Também reivindicamos a reestruturação da Funai que tem ficado à margem de muitos problemas sociais'', salientou.
A chefe substituta da Funai de Londrina, Evelise Viveiros Machado, explicou que as atividades não estão paradas e muitos índios continuam buscando assistência na sede. Uma nova assembléia do Sindsef será realizada em Brasília (DF) no próximo dia 8 para decidir o destindo da greve da Funai e de outros órgãos federais.


