Apesar da justiça de Cambé ter determinado a transferência de 10 detentos da cadeia do município para o sistema prisional na semana passada, apenas dois foram removidos para penitenciárias da região. A medida foi tomada pelo juiz Renato Cruz de Oliveira Junior, do Plantão Judiciário, depois que os presos fizeram uma rebelião no final de dezembro. Parte do presídio ficou destruído por causa do motim, mas uma vistoria feita pela Defesa Civil e Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística descartou qualquer risco de desabamento.

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De acordo com o delegado interino de Cambé, Vitor Dutra de Oliveira, a VEP (Vara de Execuções Penais) argumentou que não há vagas em unidades. A transferência dos outros oito segue sem previsão de acontecer. Enquanto isso, a cadeia permanece superlotada. São 190 pessoas em um espaço criado apenas para 45. "Prejudica o nosso trabalho. Eles deveriam ser levados daqui (Cambé), mas permanecem sob a nossa custódia", afirmou Oliveira.

Desde a última fuga, seis detentos foram recapturados. Outros seis permanecem foragidos.

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