Cambé - A interdição das ruas do entorno impediu a abertura de diversos estabelecimentos comerciais. Com mais um ataque, o receio dos moradores é que a agência seja desativada. "Vão acabar fechando as portas. Para tudo que precisamos temos que ir para Londrina ou para o centro de Cambé e desse jeito vamos ficar sem banco também", lamentou o porteiro Claudemir Caldeira Freitas.
Moradores da região se aglomeraram esperando pelo desfecho do caso e houve quem reclamasse do grande desvio para chegar em casa. Alguns vizinhos da agência afirmaram ter ouvido o barulho da explosão durante a madrugada, mas nem imaginavam o que tinha acontecido.
O aposentado Otaviano Peruzzi foi um deles. "Pensei que tinha sido algo em uma empresa próxima, só de manhã minha esposa me contou o que tinha acontecido. Tá ficando difícil, mesmo as cidades pequenas são alvo dos bandidos", reclamou.
João Brogiatto, também aposentado, destaca que vários outros lugares têm sido alvo dos bandidos. "Outro dia mesmo foi o caixa eletrônico de dentro do supermercado. Agora está assim, quem não tem segurança na porta acaba sendo assaltado", contou, se referindo a ação do dia 5 deste mês, quando assaltantes tentaram levar o equipamento em uma caminhonete. A polícia foi avisada e conseguiu prender um deles. Outros três foram presos posteriormente, através de denúncia anônima.
Na mesma avenida, um antigo módulo da polícia está desativado. A cerca de 100 metros da agência bancária, um centro de educação infantil (CEI) manteve as atividades normais, mesmo com a movimentação de policiais, imprensa e curiosos. A coordenadora Cristiane de Menezes contou que logo que percebeu o que estava ocorrendo conversou com os policiais e obteve autorização para manter as aulas. "Eles garantiram que não teria perigo, mas estamos deixando as crianças desse outro lado, mais longe."(E.G.)

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