Brasília, 23 (AE) - Por unanimidade, a Mesa Diretora da Câmara decidiu hoje não abrir sindicância a respeito das denúncias de que o deputado federal Hildebrando Pascoal (PFL-AC) seria chefe de um grupo de exterminínio que age no Estado, com requintes de crueldade. Segundo o corregedor-geral da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB-PE), a proposta de abertura de sindicância foi rejeitada pelos demais integrantes da Mesa, sob o argumento de que os crimes supostamente cometidos por Pascoal aconteceram antes de ele iniciar o mandato como deputado federal. "Tive de me curvar diante da maioria, já que a minha posição era contrária; afinal, quem tem idéia fixa é doido", afirmou Cavalcanti. De manhã, o corregedor havia dito que a apuração de denúncia de falta de decoro deveria se estender também ao período em que o acusado não era deputado federal. No Regimento Interno da Câmara, o artigo 244 afirma que "é incompatível com o decoro parlamentar (...) a prática de irregularidades graves no desempenho do mandato ou de encargos dele decorrentes".

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