Porto Alegre, 26 (AE) - O Banco Meridional do Brasil, controlador do Bozano,Simonsen, teve um lucro líquido consolidado de R$ 72,699 milhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 58,6% superior ao apurado em igual período do ano passado, que fechou em R$ 45,811 milhões, e proporcionou uma rentabilidade de 6,3% sobre o patrimônio líquido de R$ 1,152 bilhão.
Nos seis primeiros meses de 1998, a rentabilidade sobre o patrimônio de R$ 1,023 bilhão havia alcançado 4,4%. Conforme o balanço publicado hoje pelo Meridional, as receitas da intermediação financeira cresceram 85,5% no período e totalizaram R$ 1,140 bilhão.
Ao mesmo tempo, as despesas aumentaram 104%, para R$ 957 milhões, e o resultado bruto da intermediação financeira ampliou-se em 25%, chegando a R$ 183,6 milhões. As operações com títulos e valores mobiliários responderam pela maior parte das receitas (R$ 437,9 milhões), seguida s das operações de crédito (R$ 424,7 milhões).
As receitas geradas pela prestação de serviços caíram quase 20% e recuaram de R$ 118,4 milhões para R$ 95,6 milhões, informou o Meridional. A retração, entretanto, foi compensada pela redução nos gastos com folha de pessoal, que, no mesmo período, diminuíram 23%, de R$ 125,2 milhões para R$ 96,6 milhões.
No curto prazo, as operações de crédito do Meridional subiram de R$ 1,114 bilhão para R$ 1,141 bilhão (mais 2,4%), mas as provisões para operações de liquidação duvidosa aumentaram mais de seis vezes, para R$ 51,5 milhões, contra R$ 8,1 milhões em junho de 1998.
Os créditos de longo prazo cresceram 9%, para 193,6 milhões, com provisões de R$ 49,7 milhões, ou 139% a mais do que mesmo período de 1998. De acordo com o balanço publicado hoje, as aplicações interfinanceiras de liquidez caíram de R$ 8,326 bilhões para R$ 1,167 bilhão, basicamente por conta do recuo de R$ 7,742 bilhões para R$ 862 milhões na conta referente às aplicações no mercado aberto.
Já a carteira total de títulos e valores mobiliários passou de R$ 2,844 bilhões para R$ 3,052 bilhões. Os depósitos totais apresentaram retração de 32%, o equivalente a R$ 1 bilhão
fechando em R$ 2,143 bilhões, ante R$ 3,147 bilhões entre janeiro e junho de 1998.
Os depósitos a prazo baixaram de R$ 2,288 bilhões para R$ 1,213 bilhão (menos 47%), enquanto à vista recuaram de R$ 187 8 milhões para R$ 129,3 milhões (menos 32%). Os depósitos em caderneta de poupança aumentaram 15,6%, para R$ 758,1 milhões.

mockup