Mercosul reforça posições antes da reunião da OMC
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terça-feira, 16 de novembro de 1999
por Vladimir Goitia 
São Paulo, 16 (AE)- A 15 dias da 3ª reunião ministerial da OMC, em Seattle (EUA), os países do Mercosul começam hoje em Montevidéo a reforçar posições comerciais que deverão tomar diante dos países mais desenvolvidos. "Vamos discutir as relações externas do Mercosul frente às futuras negociações que iremos enfrentar, entre elas a eventual Rodada do Milênio, a área de livre comércio com a UE, o andamento da Alca e as futuras negociações com a Comunidade Andina de Nações (CAN)", disse o embaixador José Alfredo Graça Lima, pouco antes de embarcar para a capital uruguaia para a reunião do Grupo Mercado Comum (GMC), órgão executivo do Mercosul.
Pela primeira vez, a reunião do GMC será realizada bem antes do encontro de cúpula e do Conselho do Mercosul, do qual fazem parte os ministros de economia e presidentes dos BCs dos quatro países membros, marcado para 7 e 8/12. O embaixador explicou que a antecipação da reunião, que vai até sexta, se deve à aproximação do encontro ministerial da OMC, em Seattle, entre 30/11 e 03/12. Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai devem reforçar a sua posição sobre a questão agrícola, principalmente no que se refere à eliminação dos subsúdios às exportações. Essa postura tem apoio dos EUA e do demais países do Grupo de Cairns.
Graça Lima, subsecretário de Relações Internacionais e de Comércio Exterior do Itamaraty, informou também que o GMC vai discutir o estágio atual dos conflitos comerciais na região, principalmente a parte dos têxteis, calçados e produtos farmacêuticos.
O tema do regime comum automotivo, que se arrasta desde a criação do Mercosul, em 1991, deve fazer parte de conversas paralelas entre os técnicos do Brasil e da Argentina. O regime comum terá de ser definido até o dia 31 de dezembro. Caso contrário, o setor ficará de fora do Mercosul, a exemplo do que o ocorre na área de açúcar. Nesse caso, um dos principais efeitos será a introdução automática de uma tarifa de importação de veículos produzidos na região. Isto é, carros importados da Argentina pagarão uma alíquota de 35% a partir de janeiro.


