Mercosul precisa de um "mini-Maastricht", diz Lagos13/Mar, 18:15 Santiago, 13 (AE-DOW JONES) - O presidente do Chile, Ricardo Lagos, defendeu ainda a necessidade de um "mini-Maastricht" para o Mercosul, a exemplo do acordo que estabeleceu regras para a criação do euro e de políticas econômicas coordenadas entre os países membros da União Européia (UE). "Você não pode ter um Mercosur com algunas países em déficit, outros com superávit; com algunas países com inflação e outros não", destacou Lagos. "Isso precisa de uma coordenação das nossas políticas macroeconômicas, com qual todos os países concordem", disse. O chefe do Executivo chileno ressaltou que apesar de ser favorável ao ingresso total do Chile como membro do Mercosul, não promoverá essa entrada a custas de tarifas mais altas para as empresas e consumidores do país. A estrutura tarifária do Mercosul é mais alta do que a do Chile, que aplica uma tarifa uniforme que está sendo reduzida em um ponto percentual até atingir o nível de 6%, em janeiro de 2003. Lagos afirmou que cabe ao Mercosul, e não ao Chile, revisar suas tarifas. "Eu proponho um cronograma para o processo de redução de tarifas por parte dos países do Mercosul", declarou. "Nós vamos convergir no mesmo ponto. Em cinco, oito anos, não sei quando. Esse é um assunto para os técnicos resolverem", concluiu.

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