Mercosul negocia com áfrica do Sul
Mercosul negocia com áfrica do Sul17/Mar, 16:31 Por Mônica Ciarelli Rio, 17 (AE) - O ministro de Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, anunciou hoje que o Mercosul começa nos próximos dois meses a negociar um acordo de integração comercial com a áfrica do Sul. A intenção é assinar a parceria ainda este ano, nos mesmos moldes da já formalizada com o Chile e a Bolívia. O ministro contou que esteve na áfrica do Sul há duas semanas para iniciar as conversações. "Senti que o país está muito desejoso de fazer um acordo de comércio amplo", disse o ministro durante uma palestra promovida pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF). Ele pretende enviar nos próximos dias uma carta aos demais parceiros do Mercosul sobre o resultado da sua visita ao país. Segundo Lampreia, o acordo vai possibilitar um incremento no comércio entre a região, que hoje movimenta apenas US$ 1 bilhão. "Existe um grande potencial de crescimento com o acordo com a áfrica do Sul, sendo que no caso do Brasil vai gerar negócios no setor automotivo", revelou. O comércio internacional da áfrica do Sul é praticamente a metade do brasileiro, totalizando cerca de US$ 40 bilhões. Em sua palestra, o ministro traçou um cenário positivo para o comércio mundial, com uma expansão de 6,2% no volume de negócios. A performance será fruto do bom desempenho dos Estados Unidos e da recuperação das economias da União Européia e da ásia. "O dinamismo da economia americana tem beneficiado seus vizinhos, como o México, que conseguiu triplicar seu comércio em 10 anos", ressaltou. Para o Brasil, o ministro projeta um incremento de 20% nas exportações este ano. Argentina - O ministro não descartou a possibilidade de o Brasil recorrer ao Tribunal do Mercosul contra a decisão de um juiz argentino da província de Entre Ríos, anunciada esta semana de barrar a entrada de frangos brasileiros no país. Essa é a segunda vez que a província estabelece cotas de importações. A primeira tentativa foi frustrada, com o governo argentino cassando a decisão judicial. Antes de agir, Lampreia explicou que pretende aguardar primeiro a posição oficial do governo argentino sobre a questão. "Essa não é uma medida governamental, foi apenas uma decisão de um juiz", explicou. Segundo ele, o melhor é buscar uma solução amigável, mas "se foram esgotadas as instâncias de conciliação e entendimento a gente deve procurar um julgamento no tribunal".





