Mercedes lança consórcio próprio e aposta no Classe A
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domingo, 11 de julho de 1999
Por Marli Olmos 
S.Bernardo do Campo (SP), 12 (AE) - A Mercedes Benz lança esta semana o seu consórcio próprio. Com capital de R$ 3 67 milhões, o Consórcio Nacional Mercedes Benz vai ser uma das maiores administradoras do País, com a meta de vender 16 mil cotas nos próximos 12 meses.
A Mercedes é uma das últimas montadoras a instituir consórcio próprio. A decisão foi estimulada com o lançamento do Classe A, o primeiro carro da marca produzido no País. Segundo o diretor do consórcio, Fábio Pedro Fabretti, 60% das cotas serão do Classe A. Os 40% restantes vão se dirigir aos veículos comerciais leves e pesados (Sprinter e caminhões).
Futuramente a empresa vai vender também produtos Chrysler em razão da fusão da Daimler (grupo ao qual pertence a Mercedes) com a Chrysler.
O Consórcio Nacional Mercedes Benz pertence à DaimlerChrysler Administradora de Consórcios. Recentemente foi criado também o Banco DaimlerChrysler.
Estrutura - Para criar a administradora a Mercedes contratou 50 funcionários. O primeiro grupo de caminhões foi lançado na semana passada e esta semana está sendo formado o primeiro grupo do Classe A, com 180 participantes. A prestação de um consórcio do Classe A será de aproximadamente R$ 570,00 para plano de 60 meses.
O tamanho do Consórcio Nacional Mercedes Benz representa praticamente a soma das administradoras independentes que tradicionalmente vendem cotas da marca. Segundo Fabretti, a idéia não é concorrer com as administradoras já existentes, como a tradicional Rodobens, mas somar esforços para enfrentar a concorrência, que está se acirrando tanto no mercado de automóveis como no de caminhões, com a chegada de novas marcas.
Segundo ele, a previsão da empresa é aumentar a venda de consórcios em 15% este ano. Hoje, a venda de caminhões ainda é feita notadamente por meio leasing, com 40% do total. O consórcio tem participação de 30%, seguindo pela linha de finaciamento Finame (20%). A venda à vista tem fatia de 10%.
No caso dos automóveis, a Mercedes pretende vender cotas para carros importados também, mas os esforços se concentrarão no Classe A para atingir o público de poder aquisitivo maior do que os dos consórcios de populares, mas que não pode comprar um Mercedes à vista.
Segundo Fabretti, muitos consumidores estão partindo para o consórcio para adquirir o Classe A como o segundo carro da família.


