Stuttgart, Alemanha, 31 (AE) - A Mercedes-Benz tem 1.500 empregados ociosos em São Bernardo do Campo. Destes, entre 600 e 800 são vinculados à área de produção. A informação é do presidente da montadora no Brasil, Ben van Schaik. Ele disse que espera fechar um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos em duas semanas para criar um plano de gestão da crise e encontrar uma forma de evitar demissões.
"Temos pessoas demais e acho que o sindicato não entendeu a proposta da empresa", destacou. Schaik não detalhou a oferta da empresa, limitando-se a dizer que se trata de uma forma de aumentar o banco de horas, que é o instrumento por meio do qual são guardadas horas que não precisam ser trabalhadas. "Nosso próximo passo será apresentar novamente a proposta", disse.
A fábrica de São Bernardo produz caminhões e ônibus e emprega 9.784 trabalhadores. O ritmo de produção caiu em razão da diminuição de demanda. Schaik disse contar com uma queda de 15% na produção deste ano e também nas exportações, principalmente em razão de a crise estar afetando a Argentina, um dos principais mercados.
No ano passado a Mercedes produziu 39.360 caminhões e ônibus, 3% menos do que em 1997. O resultado foi afetado pela crise na Rússia, mas não chegou a ser tão negativo quanto o projetado no início. Deste total, 12.112 veículos foram exportados.
Segundo Schaik, com um plano para o efetivo seria possível atingir uma flexibilidade capaz de evitar demissões, dando, assim, tempo para as vendas de caminhões aumentarem. "Acredito que o mercado poderá reagir nos últimos três meses do ano", destacou.

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