Mercado prevê superávit US$ 200 mi a US$ 500 mi no mês
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segunda-feira, 15 de março de 1999
por Lucinda Pinto 
São Paulo, 16 (AE) - As projeções para o resultado da balança comercial no mês de março ainda apresentam divergências - variam entre US$ 200 milhões e US$ 500 milhões de superávit. Mas todas apontam para um número no final do ano diferente daquele apresentado pelo governo no acordo com o FMI, de superávit de US$ 11 bilhões. O Lloyds Bank calcula que as exportações superarão as importações em um número entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões neste mês. Para o economista chefe do banco, Odair Abate, a expectativa é de exportações na casa de US$ 4,260 bilhões e importações de US$ 4,040 bilhões. ele observa que, para que se atinja o saldo positivo indicado pelo governo no acordo com o FMI, seria necessário que as exportações crescessem 17% ao mês daqui até o final do mês. Entretanto, o banco projeta um crescimento entre 2,5% e 3% ao mês. Assim, confirmada a queda de 21% das importações - considerada possível por Abate -, vai se chegar a um número de US$ 7 bilhões de superávit este mês. "Com os preços das commodities ainda pouco atrativos e a desaceleração econômica de importantes mercados consumidores de produtos brasileiros, é difícil prever um resultado melhor do que esse", diz Abate. O Santander também não acredita em uma melhora expressiva da balança comercial no mês de março. Segundo relatório do banco divulgado hoje, o banco espera para este mês saldo positivo entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões. O número pode ser considerado forte, se comparado com o resultado verificado em março do ano passado, quando houve déficit de US$ 765 mihões. Mas, na avaliação do banco, ainda não contabilizam toda a recuperação estimada para a balança comercial este ano. Na avaliação do Banco Santander, o saldo positivo deve registrar amplicações mês a mês daté o final do ano, provocadas principalmente pelo embarque da safra agrícola e da queda das importações. Para o banco Linear, o superávit em março deve ficar na casa dos US$ 500 milhões, fruto de importações de US$ 2,9 bilhões e exportações de US$ 3,4 bilhões. Os meses de abril e maio, na avaliação do economista do banco, Marcos Molica, devem registrar um número ainda melhor, próximo de US$ 1 bilhão. Mas, ainda assim, o superávit no final do ano, na opinião do Linear, não deverá superar os US$ 6 bilhões. As importações acumuladas no ano, na conta de Molica, serão de US$ 48 bilhões e, as exportações, de US$ 57 bilhões.


