Mercado para queijo de cabra anima produtores
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segunda-feira, 07 de junho de 1999
Por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 8 (AE) - A escala de produção ainda é insignificante artesanal, mas o mercado desponta como promissor. Essa é a opinião de representantes da Cooperativa de Produtores de Leite de Cabra e Ovelha e Derivados (Capricoop), fundada há nove anos, com 18 associados. "A produção de queijo vem crescendo cerca de 25% ao ano e o faturamento, em torno de 30%"
afirma Airton Gianesi da Costa, um dos associados e dono de um laticínio em Bueno Brandão, sul de Minas Gerais. No ano passado a receita da Capricoop beirou R$ 1 milhão.
Costa conta com 250 cabras leiteiras produzindo 300 litros/dia de leite, transformados em 40 quilos de queijos/dia. Desde 1996 no mercado o pequeno empresário mineiro começou seus negócios fabricando queijo de cabra Frescal. O bom retorno incentivou o mineiro a investir em outros tipos como os franceses Poivre Dane, com salsa e orégano, e o Chevrotin, massa semi-cozida.
Hoje Costa produz 11 tipos diferentes de queijo e acaba de investir R$ 50 mil, no lançamento de um novo produto. "Dentro de dois meses, estará nas prateleiras dos supermercados o tipo Camembert, um dos queijos franceses mais tradicionais, com fina casca coberta por um mofo branco. A produção inicial esta estimada em 50 quilos semanais e a meta até o início do próximo ano é chegar até 25 quilos/dia", afirma.
Os preços no varejo deverão girar em torno de R$ 25,00 o quilo, ante o R$ 35,00 cobrados pelos importados. Pelas suas contas, o novo queijo que está sendo lançado hoje na 15ª Feira Internacional de Alimentação (Fispal) no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, vai proporcionar a empresa um acréscimo de 25% no faturamento anual que foi de R$ 215 mil no ano passado. "A espectativa na Fispal é ganhar novos mercados", afirma.
Os produtos de Costa, que levam a marca PauloCapri, são comercializados apenas na capital paulista, em grandes redes de supermercados. "A intenção é ganhar de imediato os mercados carioca e do interior do estado de São Paulo", comenta.
Até agora Costa desembolsou cerca de R$ 300 mil no negócios. "À medida que o mercado for crescendo, vamos aumentando os investimentos", afirma. No ano passado a sua empresa produziu 15 toneladas de queijo e cerca de 120 mil litros de leite. "A projeção é crescer 20% no volume neste ano, e 25% na receita", afirma.
Segundo seus dados, hoje o Brasil dispõe de 12,8 milhões de cabeças de caprinos, sendo apenas 2 milhões leiteiros.
A Fispal acontece entre os dias 8 e 12 de junho, das 10 ás 19 horas, e a estimativa é gerar um volume de negócios da ordem de R$ 3 bilhões. São ao todo 2.250 expositores, sendo 822 internacionais. A feira ocupa 77 mil metros quadrados.


