Mercado mantém cautela mas diminui pressão
São Paulo, 13 (AE) - O mercado brasileiro ainda mantém cautela em relação à situação na Argentina e às indefinições do cenário político interno, mas já perdeu parte da pressão registrada na abertura. O dólar, que chegou a subir a até R$ 1 875 na máxima desta manhã, era cotado há pouco na mínima de R$ 1 8540, ainda em alta de 1,09% sobre o fechamento de ontem.
O PU de juros de outubro recuava instantes atrás 84 pontos, elevando a projeção de taxas, depois de ter caído até 444 pontos. A Bolsa de SP, que caiu até 3,67% no pior momento após a abertura, passou a registrar queda de 1,70%. Operadores não falam em reversão de trajetória, mas admitem que as quedas do real, da bolsa e dos PUs de juros podem ter atraído alguns investidores a apostar na ponta de compra, levando o mercado a se ajustar. Além disto, a Bolsa de Buenos Aires está abrindo hoje sem repetir, pelo menos por enquanto, o nervosis mo de ontem. O índice Merval chegou a recuar 0,70% na abertura, mas reagia instantes atrás para uma alta de 1,8%.
Segundo o consultor Nathan Blanche, especialista em câmbio da consultoria Tendências, a pressão da abertura hoje foi "no vazio". As oscilações de preços ocorreram sem muitos negócios e, agora, a volta do mercado também estaria ocorrendo com pouca liquidez.





