Polêmica
  A volatilidade tem sido o nome do jogo dos mercados. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta ontem, numa correção de preços depois de ter caído 9% no intraday desde o fechamento histórico do dia 2 de janeiro. Antes de encerrar os negócios, no entanto, o índice de ações oscilou com a queda dos preços do petróleo, a suspensão das licitações para trechos de rodovias federais e ainda com as mais recentes decisões ‘‘socialistas’’ do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Câmbio
  O mercado cambial também oscilou bastante e acabou fechando em baixa. Mas as mesas de operações registram uma recomposição gradual de posições compradas em virtude de preocupações dos investidores com a economia dos EUA e o quadro político na América Latina. No mercado de DI, as incertezas em relação aos preços das commodities internacionais também mantêm as operações bastante voláteis. Ontem, os juros fecharam em baixa, depois de terem operado em alta no período da manhã.

Bolsa
  Não faltou volatilidade na Bovespa ontem. O vaivém do mercado de ações foi correspondido pelo bom volume financeiro, que mais uma vez ultrapassou os R$ 3 bilhões. Em vários momentos, a bolsa tentou repor parte das fortes perdas acumuladas desde o recorde histórico do dia 2 de janeiro. Mas a queda dos preços do petróleo, a suspensão das concessões de 7 rodovias no País e o discurso ‘‘rumo ao socialismo’’ de Hugo Chávez deram combustível à ponta vendedora. No fim do dia, prevaleceu a correção dos preços, acompanhada também pela melhora das bolsas de Nova York.

Petrobras
  A suspensão, pelo governo brasileiro, da suspensão de licitações para sete trechos de rodovias federais causou mal-estar nas mesas de operações. As ações da CCR Rodovias despencaram com a notícia, liderando a lista das maiores baixas do índice. Em terceiro lugar, apareceram as ações da ALL Logística. De acordo com a ministra Dilma Rousseff, o governo suspendeu as licitações para estudar um novo modelo para as estradas federais, que têm um papel importante no ‘‘destravamento’’ da economia.

Risco Brasil
  O risco Brasil também colaborou para o desempenho negativo da Bovespa durante o dia de ontem. O anúncio do presidente venezuelano Hugo Chávez de estatizar os setores de eletricidade e telefonia foi mal recebido pelos investidores internacionais, estremecendo o risco país das economias emergentes. Além disso, Chávez tomou posse ontem para um novo mandato dizendo que o socialismo é o ‘‘único caminho para a salvação da pátria’’. Ou seja, Chávez usou duas expressões que cheiram a enxofre para os mercados financeiros: ‘‘estatização’’ e ‘‘socialismo’’. O risco Brasil chegou a 201 pontos, mas recuou para 199 pontos base no fim da tarde. O risco dos emergentes fechou estável, em 178 pontos.

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