Mercado externo impulsiona contratações no setor têxtil
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 14 (AE) - As contratações da indústria têxtil no primeiro bimestre deste ano responderam por 25% de todas as admissões feitas pelo setor industrial brasileiro. Em março, a cadeia têxtil puxou o nível de emprego medido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com a elevação de 3,49% do total de trabalhadores em suas fábricas. A desvalorização cambial e os investimentos em maquinário, tecnologia e capacitação profissional, que chegam a quase US$ 1 bilhão ao ano, reverteram o quadro do setor, prejudicado nos últimos anos pela abertura do mercado brasileiro aos produtos estrangeiros.
No primeiro bimestre deste ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), foram contratados 6.277 empregados, invertendo o padrão sazonal deste período, quando são demitidos em média 5 mil trabalhadores.
A principal causa desta recuperação, segundo a ABIT, é o aquecimento do mercado externo. De janeiro a março deste ano, as exportações atingiram US$ 300 milhões, o que representa um crescimento de 30,5% sobre o mesmo período do ano passado. Se este desempenho for mantido, as vendas internacionais devem chegar a US$ 1,4 bilhão em 2000, na previsão da ABIT, o que representará um aumento de 30% sobre 1999. Segundo o presidente da entidade, Paulo Skaf, os artigos brasileiros têm boa aceitação no exterior, notadamente os itens de cama, mesa e banho. Os Estados Unidos são o principal comprador, seguido pela Europa e pelos países do Mercosul. A ABIT estima um faturamento de US$ 22 bilhões para este ano, o que significa um crescimento de 5% sobre 1999.


