São Paulo, 06 (AE) - O mercado pouco se moveu na manhã desta segunda-feira, esvaziada pelo feriado nacional de amanhã (Dia da Independência) e pela comemoração do Dia do Trabalho nos Estados Unidos hoje. O que se viu em todos os segmentos do mercado doméstico foi pouca oscilação e praticamente nenhuma liquidez, com boa parte dos profissionais fora da ativa e as instituições operando em esquema de plantão.
Na Bolsa de Valores de São Paulo, o pregão fechou a manhã com pouco mais de R$ 20 milhões negociados, projetando cerca de R$ 40 milhões para o dia. Mantido o ritmo, este será certamente o pregão com menor giro financeiro do ano. O Ibovespa oscilou muito pouco, da máxima de +0,29%, registrada logo nos primeiros negócios, à mínima de -0,33%, atingida no final da manhã.
Os feriados - aqui e nos EUA - adiaram para quarta-feira uma reação de fato do mercado sobre o desfecho do episódio Clóvis Carvalho versus Pedro Malan, que provocou a demissão do ministro do Desenvolvimento e confirmou a força do ministro da Fazenda. A demissão de Carvalho foi considerada pelo mercado a única decisão possível para FHC, que corria o risco de ver toda a equipe econômica deixando o governo junto com Malan.
O mercado aguarda para quarta-feira a definição do substituto de Carvalho, enquanto alguns analistas falam na extinção da Pasta ou no retorno à sua forma antiga, sem a promessa do desenvolvimento, o que prevê confronto com a estabilidade pregada pela política econômica, como observou o ex-ministro Maílson da Nóbrega, em nota do "Tendências Online".
No câmbio, a baixa liquidez e o efeito da bateria de papéis cambiais da semana passada mantiveram o dólar em baixa. No mercado à vista, a moeda norte-americana chegou ao final da manhã cotada a R$ 1,9060, em baixa de 0,42%. Na renda fixa, o Banco Central confirmou a expectativa do mercado ao atuar logo cedo doando recursos no over a 19,51%. Operadores estimavam que havia falta de recursos em torno de R$ 6 bilhões no mercado de dinheiro.
Na BM&F, apenas 8 mil contratos do vencimento de maior liquidez (outubro) foram negociados até por volta das 12h30. A trajetória das projeções foi de queda durante toda a manhã. Confira: para setembro a taxa era de 1,5068% no final da manhã (ante 1,514% na sexta-feira); outubro, 1,4896% (de 1,513%); novembro, 1,6297% (1,658%) e dezembro 2,0253% (2,072%).
Indicadores - Às 13h10, dólar cotado a R$ 1,9060 na venda, baixa de 0,42%. Paralelo a R$ 1,983, alta de 0,81%. ágio de 4,04%. Dólar futuro/outubro, baixa de 0,36%%, a R$ 1,92200. Dólar futuro/novembro, baixa de 0,26%, a R$ 1,94500.
Bolsas - Às 13h12, a Bolsa de Valores de São Paulo operava em baixa de 0,29%, em 11.123 pontos, entre a máxima de +0,29% e mínima de -0,33%, com volume de R$ 24,517 milhões ou US$ 12,863 milhões. Bolsa do Rio, alta de 0,26%, com giro de R$ 724 mil. Ibovespa futuro para outubro, alta de 0,39%, em 11.495 pontos, entre a máxima de +1,05% (11.570 pontos) e a mínima de +0,09% (11.460 pontos).
Às 12h59, RCT 41 (Recibo de Telebrás PN) operava em alta de 0,53%, cotado a R$ 151,20 o lote de mil, ou US$ 79,33. Petrobrás PN, -0,72%. Eletrobrás PNB, -0,30%. Usiminas PN, -0 18%. Vale do Rio Doce PNA, -1,19%. Telesp PN, -3,45%. Eletrobrás ON, -0,61%. Cemig PN, -3,12%.
Juros - Às 12h50, CDB prefixado de 30 dias era oferecido a 19,43%. CDB pós-fixado de 213 dias, 17,25%. Capital de giro, 25,27% ao ano. Hot money, 2,60%. CDI, 2,12%. Over, 2,13%.
Mercados internacionais - Com o feriado do Dia do Trabalho nos EUA, a maior parte dos mercados internacionais operou com liquidez reduzida nesta segunda-feira, mas positivamente influenciada pelos ganhos em Wall Street na sexta-feira. As Bolsas européias chegaram próximo ao final do pregão em alta. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, subia 0 67% às 13h16 (de Brasília); o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, caía 0,09%; e o Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, havia fechado em alta de 1,2%.
Entre as ações operadas nos mercados europeus, concentraram atenção as do terceiro maior banco britânico, NatWest, que confirmou oferta de US$ 17,2 bilhões pela seguradora Legal & General. Ambos os papéis caíram. As ações da britânica Vodafone, maior operadora de celulares do mundo, subiram mais de 3%, com declaração de que está negociando parceria com a norte-americana Bell Atlantic.
A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,72%, com os papéis de telecomunicações liderando os ganhos. As demais Bolsas asiáticas subiram, com destaque aos papéis de tecnologia. Segundo participantes, o setor, que em muitos mercados está com o valor de suas ações defasado em relação às dos EUA, foi beneficiado pela alta de quase 4% do índice Nasdaq na sexta-feira. A Bolsa da Indonésia, no entanto, caiu 4,4% por causa do agravamento do conflito no Timor Leste.
O dólar subiu em relação ao iene e especialmente em relação ao euro na Europa, com o enfraquecimento da moeda européia por causa do resultado das eleições regionais na Alemanha. O Partido Social Democrata (PSD), do primeiro-ministro Gerhard Schroeder, perdeu em dois Estados nas eleições regionais feitas ontem e, por consequência, algumas cadeiras no Senado. Analistas consideram que o governo poderá, portanto, encontrar dificuldades em aprovar medidas para reduzir o déficit do orçamento.
O dólar variou entre 110,38 ienes na máxima e em 109,12 ienes na mínima, de 109,13 ienes na sexta-feira. O euro operou entre US$ 1,0619 na máxima e em US% 1,0572 na mínima, de US$ 1 0612 no fechamento anterior.

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