Londrina - Há três anos, o número de vigilantes credenciados no Paraná não passava de 16 mil. Hoje, são 22.600 profissionais, segundo o Sindicato de Vigilantes de Curitiba e Região. ''Acredito que o aumento da criminalidade impulsionou o setor. O número de profissionais legais tem aumentado em média de 15% a 20% ao ano'', revelou o presidente da entidade, João Soares, que acredita que a tendência de expansão do mercado deve ser mantida nos próximos anos.
Em Londrina, existem dois centros de formação de vigilantes credenciados pela Polícia Federal. Valmir José de Oliveira é o proprietário de uma empresa que forma em média 60 profissionais por mês. ''O curso tem duração de 160 horas. Antes do interessado começar a fazer as aulas, ele precisa passar por uma avaliação psicológica e também levantar seu antecedentes criminais. Só quem tem ficha limpa pode fazer o curso'', explicou.
De acordo com Oliveira, o boom da formação de vigilantes começou em 2008. ''É um mercado que está em alta. As pessoas estão inseguras e estabelecimentos comerciais, como bancos e shoppings, contratam empresas para dar segurança aos clientes'', observou.
Soares acredita que a tendência de crescimento do setor deve se manter.''Hoje existem aproximadamente 540 mil vigilantes atuando em empresas legalizadas no Brasil. Com a vinda da Copa do Mundo espera-se que cerca de 50 mil novos entrem em ação'', comentou.
Uma novidade registrada nos últimos anos é o aumento do interesse feminino pelo ramo. A agente comunitária Simone de Oliveira, de Jataizinho, é um um exemplo. ''Aproveitei as férias do trabalho para fazer o curso. Em breve pretendo abandonar meu emprego e ser vigilante'', afirmou.
Companheiro de Simone nas aulas, o comerciário Diego Gelinski aproveitou as férias para fazer o curso. ''Escolhi ser vigilante para ajudar as pessoas. Tentei o concurso da polícia, mas não passei'', lamentou.(D.B)

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