MERCADO DO SEXO 'Nem penso em trabalhar em boate'
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sábado, 24 de setembro de 2011
Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
Garota de programa há apenas dois anos, Alana diz que nunca imaginou que entraria nesse ramo. Convicta, porém, de que foi a melhor escolha, investiu logo de início com anúncio na internet. ''Cheguei a ir a uma boate ver como funcionava, mas o trabalho lá é muito desgastante. Tem que gostar desse ritmo e clima de balada. Tirei, então, umas fotos que estão postadas num site local de acompanhantes e não troco por nada. Nem passa pela minha cabeça trabalhar em boate ou sauna'', conta.
Como atende grande parte de seus clientes em móteis, não consegue fazer um ''giro'' tão grande, mas muito aquém da mensalidade que paga ao dono do site. ''Dois programas já são suficientes para garantir o mês todo. O bom de ser autônoma é que tiro o valor inteiro do programa para mim. É a melhor coisa não ter de prestar contas a ninguém ou cumprir horário'', diz, referindo-se às meninas que trabalham em locais que, obrigatoriamente, têm hora para entrar e sair.
Mas, se a figura dos cafetões, de certa forma, traz uma segurança para quem trabalha no ramo, Alana comenta que não tem medo dos homens aos quais atende. ''Só pela voz eu consigo identificar se o homem está bêbado, se é muito truculento ou com linguajar muito rude. Esse tipo eu recuso sem cerimônias''. Mas certa de que mesmo assim está sujeita a encontrar pessoas mal intencionadas, ela costuma receber o pagamento antecipado. ''Comigo, até agora, nunca aconteceu nada.''
Sorte que teve, principalmente, quando estava grávida de seu filho, que nasceu há apenas 4 meses. ''Tinha medo que algo pudesse acontecer, mas sempre selecionei muito bem meus clientes e os locais onde atenderia. Isso faz toda a diferença. Confesso que tem um ou outro mais folgado. Nada, porém, que me fizesse parar. Trabalhei até dois dias antes do parto'', lembra Giovana, que já pensa em profissionalizar a página com fotos mais produzidas depois que colocar próteses de silicone nos próximos meses.


