São Paulo, 14 (AE) -- O mercado imobiliário na cidade de São Paulo deverá fechar o ano com um crescimento entre 22% e 24% em suas vendas em relação a 98, segundo informações divulgadas hoje pelo Secovi-SP. Entre janeiro e outubro deste ano, os apartamentos de 2 e 3 dormitórios representaram 81% do volume comercializado, contra 11,3% de 1 dormitório e 7,2% de 4 dormitórios.
Nesse mesmo período, informou o Secovi, 64% das unidades foram comercializados com financiamentos diretos das empresas. De acordo com a entidade, a expectativa é de fechar o ano com um crescimento de até 20% no número de lançamentos, o que equivaleria a 25 mil novas unidades. Para esses novos lançamentos, foram investidos R$ 2,5 bilhões até novembro.
Para o ano 2000, o Secovi prevê um crescimento de 15% na quantidade de imóveis comercializados, e uma recuperação dos níveis históricos de velocidade de vendas, o que seria entre 10 e 11% ao ano. Em 1999 esse índice deverá ficar entre 8 e 9%. Para melhorar esse desempenho, o setor pretende aumentar em 11% o desempenho de suas atividades, obtendo um volume de lançamentos de 27 mil unidades. A entidade também prevê um redesenho do crédito imobiliário, mantendo os recursos da Poupança/SFH para habitação, e aprimoramento de programas como Carta de Crédito.
No mercado de locação, disse o Secovi, o segmento com aluguel até R$ 300 teve melhor resultado em 99, com um crescimento de 5,1%. As unidades com aluguel acima de R$ 2.5 mil tiveram baixa de 8%. Alem disso, a produtividade foi menor do que a registrada em 1998: de cada dez visitas a imóveis, foram realizados dois contratos. No ano passado, foram 2,6 contratos para cada 10 visitas. O índice de velocidade de locação, uma média para escoamento de imóveis em estoque subiu de 2,8 meses em 98 para 3 meses em 99.

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