Mercado de trabalho játraduz 'ano de crises'
Crise de energia, dólar em disparada, freio na produção. Com um ano marcado por contratempos e sobressaltos, os números do mercado de trabalho não poderiam ser positivos. Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calculou taxa de 6,2% de desemprego no Brasil.
Para a coordenadora da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza, os números do desemprego só refletem a desaceleração da economia. Ela destaca o aumento da população inativa (que inclui as pessoas que desistiram de procurar trabalho) e a desaceleração do crescimento do número de pessoas ocupadas.
Segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE, o número de inativos, que em agosto do ano passado havia caído 1,5%, no mesmo mês deste ano registrou aumento de 6,9%. Consequência direta das más notícias na economia nacional e internacional.
O item inativos inclui a população que desistiu de procurar trabalho, que há três meses vem crescendo e colaborando para a manutenção da taxa de desemprego do País em crescimentos inferiores a períodos iguais do ano passado.
A pesquisa mostra também que o número de pessoas ocupadas no mês caiu 0,1% ante agosto do ano passado, enquanto em fevereiro, por exemplo, quando ainda não havia crise econômica, foi registrado aumento de 2,1%. Desde março, quando o número de ocupados cresceu 1,9% ante mesmo mês do ano passado, o indicador nessa base de comparação vem crescendo em taxas inferiores a 1%. (AE)





