São Paulo, 21 (AE) - O mercado atacadista faturou no ano passado R$ 30,1 bilhões, resultado 2,8% superior a 1997, e deve crescer este ano até 1,5%. A previsão é do presidente da Associação Brasileira de Atacadista e Distribuidores de Produtos industrializados (Abad), Luiz Antonio Tonin, que divulgou hoje o 6º ranking das empresas do setor.
Mesmo com resultado positivo, o mercado atacadista deve ficar este ano com desempenho abaixo do esperado. "No fim do ano passado, nossa previsão para 99 era de crescimento de 3% a 4%", disse Tonin. Até maio deste ano o setor cresceu 1,09%.
Segundo ele, o aumento da concentração de empresas do mercado varejista, devido às aquisições efetuadas por grandes redes, desestruturou o pequeno varejo afetando em parte o atacado. A inadimplência do consumidor, que no ano passado bateu recorde, também afetou o varejo e, por consequência, o atacado.
Para tentar contornar a situação, o mercado atacadista, de acordo com Tonin, está procurando trabalhar mais em parceria com o varejo, buscando serviços diferenciados e tecnologias para ajuste de estoque. O mercado atacadista, explicou Tamin, precisa se preparar para enfrentar a concorrência internacional.
"Por enquanto eles não vieram devido às exigências de nossa legislação tributária que é muito complexa", disse. "Mas no futuro acredito que teremos de fazer alianças estratégicas para enfrentar estes competidores internacionais."
No ranking das empresas atacadistas feito pela Abad e pela Nielsen, com companhias de faturamento acima de R$ 1 bilhão
o Makro ficou em primeiro lugar, com R$ 1,7 bilhão de faturamento bruto. O Makro (de auto serviço) e a Martins (atacado de entrega), segunda colocada e que faturou R$ 1,3 bilhão, lideram o ranking desde que ele começou a ser feito há seis anos.

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