São Paulo, 21 (AE)- Um novo elemento deve somar-se hoje aos problemas argentinos e deixar, mais uma vez, o mercado nervoso. A aprovação do projeto antimonopólio argentino, ontem à noite, pela Câmara de Deputados pode afetar os interesses das empresas privatizadas até agora e a tão esperada conclusão da Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) de 85,01% da YPY feita pela espanhola Repsol. Ontem, por exemplo, as ações de YPF caíram 1,06%, até chegar a 41,90 pesos por ação.
Os papéis da Telefónica Argentina e da Telecom Argentina recuaram 1,19% e 2,05%, respectivamente. De acordo com analistas do mercado argentino, a possível renúncia de Roque Fernández (desmentida), o eventual abandono do plano de conversibilidade (negado) e o aumento do déficit fiscal de US$ 4,95 bilhões para US$ 5,1 bilhões (renegociado) e, agora, a aprovação da lei antimonopólio devem ainda deixar o mercado na posição de suas melhores épocas: volátil.
Embora a Bolsa de Buenos Aires tenha subido ontem 1,19%, alavancada por compras de ações de empresas que ficaram "sedutoras" depois da forte queda de quarta-feira (4,35%), a volatilidade deve permanecer durante algumas semanas, segundo analistas. "O desempenho do mercado continua atado ao clima político, razão pela qual espera-se que a volatilidade continue e aprofunde", disse um analista ao serviço argentino Portfolio Personal, na Internet.
Os analistas afirmam, entretanto, que a queda de 3,32% nas reservas argentinas, que chegaram a US$ 26,297 bilhões, não é preocupante, já que ela se deve a um pagamento de Letes (Letras do Tesouro) feito pela Secretaria da Fazenda. Portanto, a forte queda de quase US$ 900 milhões na segunda-feira foi apenas circunstancial, segundo fontes bancárias. Ontem, por exemplo, as reservas já teriam sofrido um aumento de pelo menos US$ 155 milhões.

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