Buenos Aires, 25 (AE-DOW JONES) - O resultado da eleição presidencial na Argentina era mais do que esperado, no entanto, lança um período de incerteza na avaliação dos participantes do mercado local. Para o corretor Luciano Rolon, da corretora Allaria y Ledesma, o presidente eleito Fernando de la Rúa, "tem agora que colocar as cartas na mesa". De la Rúa foi eleito sem divulgar detalhes sobre suas propostas sociais ou fiscais. Hoje, ele afirmou que não estava pronto para anunciar seu ministério ou divulgar sua política.
"Informarei no momento apropriado o dia em que irei anunciar o ministério. Portanto, devemos evitar especulações", disse o presidente eleito, que irá tomar posse no dia 10 de dezembro. "Isso não é o suficiente. Ele foi eleito e agora os mercados precisam saber o que ele irá fazer e quem será o novo ministro da Economia", disse o administrador de fundos Marcelo Simini, da corretora Merchan t Bankers y Asociados.
Apesar da falta de definições, muitos acreditam que José Luis Machinea deverá suceder o atual ministro da Economia, Roque Fernández. Tanto Machinea quanto De la Rúa têm afirmado que o regime de currency board que atrela o peso ao dólar, na paridade de 1 para 1, não será alterado. "Enquanto não acontecer nada que nos faça pensar em mudanças nas idéia de Machinea tudo deverá permanecer bem", disse Rolon.
O novo governo tem uma dura missão pela frente, como a amortização do pagamento da dívida de US$ 4,57 bilhões no primeiro semestre do ano 2000 e de US$ 6,96 bilhões no segundo semestre, cumprir com a sua promessa de reduzir o desemprego (que atualmente atinge 14,5% da população), reduzir o déficit crescente e equilibrar o Orçamento em 2003. "As promessas de De la Rúa de austeridade e de apertar o cinto são boas. Mas precisamos saber os detalhes agora", disse Simini. "No geral, o mercado local está feliz com a vitória De la Rúa e mais feliz ainda com a derrota de Graciela Fernadez", disse o administrador de fundos. Graciela Fernandez Meijide, candidata da Alliance, perdeu a eleição para governador da província de Buenos Aires, para o atual vice-presidente Carlos Ruckauf, do Partido Peronista. "Estamos felizes que uma pessoa que não entende nada de economia não irá governar a mais importante província do país", disse Rolon.

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