Mercadante faz elogios, com ironia, à "bandeira social" do PFL
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
por Nelson Breve 
Brasília, 10 (AE) - O discurso de congratulação com o PFL pela proposta de reajustar o salário mínimo para o equivalente a US$ 100,00, feito há pouco no plenário da Câmara pelo líder do PT, Aloízio Mercadante (SP), foi uma peça de ironia. Mercadante elogiou a "bandeira" lançada pelo PFL e se ofereceu para ajudar na divulgação do cartaz divulgado ontem, que reproduz um cheque assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso no valor de US$ 100,00.
"Pela primeira vez na história, vejo uma sensibilidade social do PFL, que entusiasma nossa bancada, o plenário, os trabalhadores do País", ironizou Mercadante, garantindo que a bancada do PT "marcharia unida, seguindo a bandeira que o PFL levanta neste momento" e convidando o líder pefelista na Câmara
Inocêncio Oliveira (PE), e a cúpula do PFL para participarem das mobilizações do dia primeiro de maio (Dia do Trabalhador). "Quero parabenizar o PFL, com a certeza de que não voltarão atrás, não recuarão dessa bandeira e não se desviarão dessa propositura, uma inovação e um avanço importante para a democracia e a história do Brasil", provocou o líder do PT, pouco depois de o líder do PFL ter lido no plenário a nota divulgada hoje pelo presidente do seu partido, senador Jorge Borhausen (SC), esclarecendo que a proposta de um salário mínimo de US$ 100,00 ainda não foi encampada como uma proposta do partido. O objetivo de Mercadante foi ridicularizar o "recuo" do PFL. "Não quero acreditar que o PFL tenha apresentado um cheque em branco do presidente Fernando Henrique", disse Mercadante logo após o discurso.
"O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), não iria posar para uma foto ao lado de um cheque de US$ 100,00 sem que o seu partido tivesse realizados estudos técnicos que comprovassem a viabilidade desse aumento do salário mínimo", acrescentou em tom irônico.


