Mercadante entende que greve dos docentes é precipitada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Agência Estado 
Na tarde desta quarta-feira, 23, o ministro da Educação Aloizio Mercadante disse, em entrevista coletiva, acreditar que a greve nacional deflagrada por professores da rede federal é precipitada. Isso porque as negociações em torno do plano de carreira dos docentes está caminhando dentro do prazo acordado com as entidades representantes dos docentes no final do ano passado.
"O atraso de um mês não trará prejuízo algum aos docentes, pois o acordo assinado prevê a sua aplicação somente em 2013", disse, referindo-se à demora na apresentação de uma proposta, inicialmente prevista para o final de março. Mercadante argumentou que o atraso na elaboração do novo plano aconteceu por conta da morte recente do ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, então responsável pela negociação salarial de todo o serviço público federal. Independente disso, Mercadante afirmou que a questão é prioritária dentro do governo.
O ministro manisfestou-se também quanto à suposta falta de infraestrutura nos câmpus criados pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Segundo o ministro, das 3.427 obras previstas, 1.894 estão concluídas. As demais estão em execução e planejamento. Apenas 34 estão paralizadas e 83 foram canceladas. "Existem problemas, mas eles são pequenos e pontuais".
Paralisações. A greve nas universidades federais atinge 44 instituições, segundo informações do Sindicato dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) - a rede federal conta com 59 universidades. A paralisação teve início no dia 17 de maio e desde então tem tido a adesão de várias universidades.
Os docentes pedem a reestruturação do plano de carreira e melhoria das condições de trabalho nos novos câmpus que foram criados nos últimos anos por meio do Reuni.


