Mercadante diz que 80% do que dirá à CPI "é novo"
Brasília, 05 (AE) - Ao chegar ao plenário da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, o deputado Aloízio Mercadante (PT-SP) afirmou que "80%" do que vai dizer hoje "é novo". O deputado chegou antes dos senadores e está aguardando o início da sessão da CPI. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), um dos integrantes da CPI, disse há pouco que existe no PFL uma movimentação no sentido de fazer com que seja sigiloso o depoimento que Mercadante prestará hoje à comissão. Suplicy não forneceu detalhes sobre essa movimentação. Ele relatou ter conversado há pouco com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que está presidindo neste momento a sessão no plenário da Casa, sobre a importância de a sessão ser aberta. Segundo o senador petista, Magalhães também se declarou favorável a que o depoimento de Mercadante seja aberto. Suplicy afirmou que a sessão da CPI, a ser realizada após uma reunião administrativa que começará às 18 horas, não pode ser secreta por causa da "importância do depoimento" de Mercadante e porque a população pode acompanhar os depoimentos públicos. O senador petista relatou ter ouvido de ACM que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, está "pronto" para comparecer à CPI. O próprio Suplicy, no entanto, defende a tese de que o ministro da Fazenda só deve comparecer à CPI mais adiante para poder responder a perguntas sobre os oito fatos que a comissão está investigando. O líder do PT na Câmara, José Genoíno (SP), confirmou há pouco que os líderes do governo estão comandando uma "Operação Abafa" para o depoimento de Mercadante. Genoíno disse que, primeiro, foi alterado o horário do depoimento, de 16h30 para 18 horas e, agora, para depois da reunião administrativa da CPI. Em segundo lugar, disse Genoíno, os líderes governistas estão fazendo um movimento para que o depoimento de Mercadante seja a portas fechadas. Genoíno disse que não sentido o governo atuar contra o depoimento de um parlamentar. "Essa Casa é nossa, do parlamentar", criticou o líder, que está no plenário da CPI dos Bancos.





