Rio, 06 (AE) - A Polícia Federal aguarda há dois meses o depoimento do deputado federal Aloizio Mercadante (PT-SP) no inquérito que apura o grampo telefônico no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O delegado federal Rubens Grandini, encarregado das investigações a pedido do Ministério Público Federal, já intimou Mercadante por carta e pessoalmente, em São Paulo e em Brasília - mas, até hoje, ele não compareceu à Polícia Federal.
Quando estourou o caso do grampo, o deputado admitiu ter tido acesso a algumas fitas com as conversas telefônicas e chegou a ligar para o então presidente do BNDES, André Lara Resende, para avisá-lo das gravações. A polícia quer saber quem levou as fitas a Mercadante.
Seis meses depois da abertura do inquérito, a PF tem poucos elementos na mão. A última pessoa a ser ouvida foi o chefe do gabinete militar da Presidência da República, general Alberto Cardoso, que repetiu o que contou à imprensa: duas fitas tinham sido encontradas pelo pessoal da Subsecretaria de Inteligência, sob um viaduto na BR-040 (Brasília-Belo Horizonte), após um agente receber um telefonema anônimo, no fim de setembro.
As investigações, segundo fontes da polícia, não avançaram e não existem, por enquanto, possíveis indiciados. Depois de vários pedidos de prorrogação de prazo, o inquérito deverá voltar na próxima semana para o Ministério Público e, se não houver acusados, poderá ser arquivado.

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