Curitiba - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou ontem em Curitiba que o ensino médio é hoje o maior desafio dos governos federal e estaduais no que se refere ao acesso e à qualidade. Em entrevista concedida após a abertura do Salamundo 2013, Encontro Internacional de Educação, no Teatro Positivo, ele defendeu maior valorização do professores e sugeriu a adequação dos currículos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de forma a aumentar o interesse dos jovens pela escola.
"Nos últimos 20 anos, nós colocamos 5 milhões a mais de estudantes nas salas de aula. Mas ainda temos 970 mil jovens de 15 a 17 anos fora da escola. Precisamos ir atrás desses jovens. Não podemos perdê-los para o tráfico, para as drogas. A escola é o lugar deles. Ali eles vão ter uma perspectiva de vida. Quem estuda escolhe o que vai ser; quem não estuda é escolhido ou não", afirmou.
Segundo ele, é preciso mostrar para a juventude a importância da escola e apoiar as secretarias estaduais, hoje muito sobrecarregadas, com programas como os de formação de professores. "O que é o Enem? São quatro áreas: Matemática, Linguagem – Português e a segunda língua -, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Então vamos articular essas disciplinas olhando para aquilo que os estudantes estão motivados, que é o Enem - praticamente todos querem fazer -, dialogando com a possibilidade de resultado, que eu acho que isso vai contribuir também", disse.
Em relação à valorização dos docentes, Mercadante falou que o governo instituiu o piso nacional e que, nos últimos três anos, o reajuste foi de 64%. No entanto, segundo ele, algumas prefeituras e mesmo os governos estaduais não conseguem "acompanhar esse ritmo". "Nós precisamos de mais recursos para a educação. E o único recurso realista disponível hoje são os royalties do petróleo. Espero que a gente conclua essa votação. Esse aumento vai ajudar a gente a melhorar a qualidade da carreira docente e a repassar mais recursos aos Estados e municípios", completou.

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