A área onde se encontra hoje o Paraná não foi diferente do restante do Brasil e conservou, durante séculos, uma floresta riquíssima em espécies animais e vegetais. Mas, com o avanço da civilização, da agricultura e da devastação desordenada, a situação hoje pode ser considerada extremamente crítica.
Menos de 5% das florestas naturais do Estado continuam intactas, mas esse número vem diminuindo a cada dia.
‘‘O que na verdade a gente procura são fragmentos de ambientes mais ou menos primitivos, que apesar de alterados acabam sendo refúgios essas espécies cada vez mais raras. E a preservação dessas áreas é importantíssima para a preservação dessa fauna’’, observa o biólogo Marcos Bornschein, que faz estudos na região do baixo Tibagi (Norte do Estado).
Segundo os pesquisadores, não existem ainda estudos que apontam com precisão qual o destino de pássaros e animais quando o próprio ambiente natural é destruído. ‘‘Mas certamente muitas espécies desaparecem’’, avalia o biólogo, lembrando muitas delas precisam de condições específicas para sobrevivência.
Um exemplo é o papagaio do peito roxo, que constrói seu ninho em locais de vegetação densa e árvores grossas; e provavelmente o pato-mergulhão, que sobrevive perto dos rios de corredeira.
Ou seja, se o ambiente natural for destruído e o animal não encontrar nas proximidades um similar, ele pode desaparecer. E, com ele, toda uma espécie.
Os pesquisadores também vêem com preocupação a decisão do juiz Pedro Máximo Paim Falcão, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre (RS).
O juiz derrubou a liminar que fechou há mais de dez anos a Estrada do Colono, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Bianca Reinert diz: ‘‘Do ponto de vista ambiental, isso é um crime’’.

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