Menos de 30% das pessoas são normais, diz estudo
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quarta-feira, 26 de maio de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Quem é normal? Se o critério de resposta for o estudo da equipe do Laboratório de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC), apenas 26,4% das pessoas são normais. A porcentagem foi encontrada por acaso. Na verdade, o levantamento do HC tem como objetivo testar os efeitos do antidepressivo cloripramina em voluntários sem nenhum transtorno psiquiátrico.
O problema é que, de cada 100 pessoas que se apresentam para participar, cerca de 80 são dispensadas por não preencherem alguns requisitos básicos. E o principal deles é justamente ser normal.
Não é fácil passar pela triagem. Precisamos de gente que, além de não ter tido nenhum transtorno psiquiátrico na vida, também tenha pais e avós sãos, diz a psicofarmacologista Clarice Gorenstein, que, com o diretor do Instituto de Psiquiatria, Valentim Gentil, comanda todo o projeto, no Laboratório de Psicofarmacologia, Psicopatologia Experimental e Terapêutica Psiquiátrica.
A dificuldade será eterna porque não existe gente normal. A subjetividade, aliás, é nossa maior riqueza, alfineta a psicanalista Magdalena Ramos, coordenadora da Psicologia da PUC. Sou contra qualquer tipo de padronização psicológica.


