Professores da UEM decidem pela paralisação por tempo indeterminado
Professores da UEM decidem pela paralisação por tempo indeterminado | Foto: Valdete da Graça/Sinteemar

A greve por reposição salarial e contratação de professores, entre outras pautas, dividiu as universidades estaduais do Paraná. Das sete instituições, há paralisação total ou parcial em três delas. As outras quatro saíram de assembleias com indicativo de greve para datas mais adiantes.

No Norte do Estado, os docentes da Uenp (Universidade Estadual do Norte Pioneiro) e do campus de Apucarana da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) decidiram, em assembleias na quarta-feira (26), pela paralisação imediata. A Uenp tem campi em Jacarezinho, Bandeirantes e Cornélio Procópio.

A decisão contrasta com a dos professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina), que também são representados pelo Sindiprol-Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região). Eles optaram por adiar a greve por uma semana, à espera de uma proposta de reposição prometida pelo governador Ratinho Junior (PSD) após ato de policiais civis em Curitiba, na segunda-feira (24).

Os servidores técnico-administrativos da UEL decidiram em assembleia na tarde desta quinta-feira (27) que vão se reunir às 14h do próximo dia 2 para deliberar a saída para a greve. Os servidores do HU (Hospital Universitário) marcaram encontro também para o dia 2 de julho, às 10h. As informações são do presidente da Assuel (Sindicato dos Técnico-administrativos da UEL), Arnaldo Mello.

A UEM (Universidade Estadual de Maringá) também paralisou as atividades. A decisão dos servidores e docentes foi tomada em assembleia realizada na quarta. Os docentes da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), em assembleia conjunta em Guarapuava e Irati, por videoconferência, deliberaram pela greve geral por tempo indeterminado, mas apenas a partir de 1º de julho.

A Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) também definiu pela paralisação, mas apenas a partir de 22 de julho. A decisão foi tomada em assembleia conjunta pelos docentes e agentes técnico-administrativos. A data marca o retorno das aulas após o recesso do meio do ano.

A reportagem não conseguiu contato com o Sindunespar (Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual do Paraná) para checar a situação nos outros campi da Unespar.

A UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) passa por uma situação inusitada. Dois sindicatos têm representação sobre os professores da instituição: Sintespo (Sindicato dos Técnicos e Professores da UEPG) e pelo Sinduepg (Seção Sindical dos Docentes da UEPG). Enquanto a greve por tempo indeterminado foi deflagrada em assembleia realizada pela segunda entidade nesta quarta, a reunião do Sintespo deliberou por retornar com o indicativo de greve no dia 29 de julho.

O presidente do Sintespo, Plauto Coelho, disse que a opção dos técnicos e docentes foi por adiar a greve porque a instituição entra em semana de exames a partir de segunda-feira (1º) e, em seguida, terá três semanas de recesso. "Nós não teríamos pessoal lá dentro para parar. Não faz sentido fazer greve nas férias. Por isso, a greve foi suspensa pelo Sintespo", afirmou o sindicalista. Diante da manifestação da entidade, a UEPG manteve o calendário normal.

A UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) informou na tarde desta quinta que parte dos professores aderiu à greve, enquanto outros ministraram aulas normalmente. No entanto, segundo a universidade, como ainda teriam aulas no período noturno desta quinta, a instituição ainda não havia realizado a contagem de professores que paralisaram as atividades.

(Colaborou Fernanda Circhia)

(Atualizada às 19h15)

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