Treze menores internados no Serviço de Assistência Social (SAS) de Umuarama se rebelaram ontem à tarde e destruíram parte do prédio. Os menores - 11 meninos e duas meninas - quebraram as celas, colocaram fogo nos colchões e mantiveram uma funcionária como refém. A rebelião durou cerca de duas horas. Por volta das 19 horas, a Polícia Militar invadiu o prédio e dominou os menores. Durante a invasão, soldados do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Militar de Cruzeiro do Oeste usaram bombas de efeito moral para render os menores.
A funcionária, cujo nome não foi divulgado, foi liberada pelos menores antes da invasão. O promotor da Infância e Adolescência, Marcos Antônio Souza, e representante do Conselho Tutelar acompanharam os policiais na ocupação do prédio.
Segundo o delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial, Aparecido Marcolino da Costa, ninguém ficou ferido. Ele informou que os líderes da rebelião, três ou quatro adolescentes, seriam transferidos para uma sala especial no minipresídio. O motivo da rebelião não foi informado.
Inaugurado em maio do ano passado ao lado da delegacia de Polícia, o SAS é um centro de internamento provisório para menores infratores. Foi construído para atender o Estatuto da Criança e do Adolescente, que não permanência de menores em cadeias comuns. No SAS, menores de toda a região podem ficar internados por até 45 dias. O prédio tem sete celas, cerca de 15 funcionários e capacidade para abrigar até 14 adolescentes.
Prisão O comandante da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária de Londrina, capitão Washington Rosa, prendeu ontem em flagrante três patrulheiros rodoviários que tentavam extorquir um motorista em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Os patrulheiros são do posto da Polícia Rodoviária de Rolândia mas seus nomes não foram divulgados. Rosa informou que flagrou os patrulheiros cobrando R$ 30,00 para liberar o motorista de uma multa. O motorista também foi preso por corrupção passiva. (Com Londrina)

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