Agência Estado
A pichação no muro de um mercado era a mesma que o menor, identificado apenas por Pingo, tinha dentro do próprio quarto. Pingo foi um dos quatro menores convocados a prestar depoimentos anteontem na Delegacia de Costumes, para responder pelo crime de pichação de prédios públicos no Distrito Federal para o qual a lei ambiental prevê punição de detenção de três meses a um ano.
Em casa, onde mora com os pais na cidade satélite de Candangolândia, a assinatura de Pingo está na barriga de um enorme tubarão vermelho com dentes afiados, que o rapaz pichou na parede em que fica a sua cama.
No quarto foram apreendidos ainda uma arma e um soco-inglês. No Guará, a polícia conseguiu localizar os pichadores de outros prédios públicos. Esse é o primeiro resultado da campanha ‘‘Picasso não pichava’’, lançada há uma semana pelo secretário de Segurança Pública, Paulo Castelo Branco, de combate aos pichadores da cidade que vive cheia de assinaturas de jovens espalhadas por monumentos, placas de sinalização de trânsito e prédios.
Normalmente, as pichações são feitas por integrantes de gangues. No Guará, um dos grafites deixa claro a autoria por uma gangue, trazia escrito ‘‘GDF à volta’’ e do lado cinco assinaturas.
A campanha da secretaria começou com fiscalização de lojas de tintas que vendem o produto em spray, durante a semana. Funcionários da secretaria passaram pelos estabelecimentos informando que é proibido vender spray para menores de idade e que os clientes devem ser cadastrados.

mockup