BRASÍLIA - O governo brasileiro contratou em dezembro um segundo escritório de advocacia para prestar assistência jurídica exclusiva a menores presos em Ciudad del Este, no Paraguai. A advogada paraguaia Prima Felícia de Cantuní cobrou R$ 5.200, por dois meses de trabalho, para auxiliar os adolescentes presos naquela cidade. Dos 93 brasileiros presos na penitenciária de Ciudad del Este, seis deles eram menores de idade. O local é um dos dez postos mantidos pelo Itamaraty a manter uma estrutura fixa de assistência jurídica.
O Ministério das Relações Exteriores admite conhecer o problema dos adolescentes presos há mais de dois anos. ‘‘Mas é muito difícil resolver. Há uma população carcerária flutuante’’, argumentou o ministro Flávio Bonzanini, chefe da divisão consular. Ele disse ainda que, no Paraguai, os maiores de 14 anos podem ser presos e processadoss. No Brasil, a idade mínima para condenar legalmente um infrator é 18 anos.
O governo gasta R$ 77 mil por ano em despesas com presidiários e com o desenrolar de seus processos em Ciudad del Este. A maior parte do dinheiro (R$ 36 mil) vai para o advogado José Amilcar Talavera - responsável pelas questões jurídicas e consulares envolvendo brasileiros.

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