Menores dizem que foram agredidos
Logo que dominaram os pavilhões, os rebelados passaram a exigir a presença de entidades de direitos humanos, do padre Júlio Lancelotti, da Pastoral da Criança e do Adolescente, e de um juiz. Parte dos reféns foi levada para o telhado, de onde os rebelados observavam a movimentação da tropa de choque da PM.
Às 17h40, um dos monitores, depois de ser agredido, foi empurrado de cima do telhado, após ser agredido pelos adolescentes. Em seguida, percebendo que os policiais se preparavam para invasão, os garotos derrubaram colchões em chamas nos corredores, para montar barricadas.
Eles foram surpreendidos por dois helicópteros da PM, que se aproximaram do telhado e desceram policiais do choque, armados com escudos e espingardas. Do lado de fora, a polícia usou gás pimenta para dispersar jornalistas e familiares dos internos, que entraram em pânico ao ouvir os primeiros disparos.
Segundo Conceição Paganelli, presidente da Associação das Mães e Amigos das Crianças e Adolescentes em Risco (Amar), os internos se rebelaram porque haviam sido agredidos por funcionários durante a semana, um dia após a visita da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Esta semana, a Febem admitiu a existência de tortura nas unidades.





