São Paulo, 20 (AE) - Os menores da unidade Imigrantes da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) de São Paulo recolhidos no Cadeião de Pinheiros, na zona oeste da capital, depois da última rebelião deverão ser transferidos em pouco tempo para prédios que estão sendo adaptados. Haverá ainda a separação dos autores de crimes graves com os infratores de delitos considerados leves. Os primeiros serão encaminhados para o Complexo do Tatuapé, na zona leste.
Os outros poderão ser beneficiados com o regime semi-aberto e muitos, até com o aberto. A informação foi prestada hoje pela nova diretora-técnica da fundação, a assistente social Laura Keiko Sakai Okamura, de 46 anos, funcionária da Febem há 23 anos.
Ela foi escolhida pelo secretário Edson Ortega, da Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social, e toma posse amanhã (21). "Pretendemos realizar um trabalho em parceria com outros setores do governo e entidades particulares para cuidar dos menores e suas famílias", declarou.
Ela conhece a instituição em todos os setores e acredita que, com o novo esquema, parte dos problemas poderão ser resolvidos. "Vamos acompanhar os meninos e meninas que serão entregues às famílias e, para que tudo corra bem, estaremos também dando assistência aos pais, mães e irmãos dos adolescentes."
Ela chama de transição a mudança que está sendo iniciada amanhã na Febem. Espera que, até o fim de janeiro, os menores estejam nas casas sendo assistidos e os infratores graves, nas unidades adequadas. "Vamos trabalhar muito para criar nosso plano, pois, como o governador (Mário Covas, do PSDB) costuma dizer Estamos trocando o pneu com o carro andando, mas vamos enfrentar o desafio e resolvê-lo se tudo correr bem."
A nova diretora-técnica é formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo com mestrado em Serviço Social e doutorado em Ciências Sociais e Política.
Estagiou durante dois anos no Ministério da Justiça no Japão. Nos 24 meses, realizou também uma pesquisa sobre o sistema de atendimento descentralizado a adolescentes em conflito com a lei. Laura pretende desenvolver grande parte da experiência na Febem.

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