O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou neste ano que seja agilizada a definição do futuro das crianças que estão em abrigos filantrópicos ou governamentais. A primeira Audiência Compartilhada do Paraná para este fim foi realizada ontem em Londrina.
  Segundo a promotora da Vara da Infância e da Juventude, Édina de Paula, o objetivo do trabalho é dar encaminhamento às crianças que estão nos abrigos. ‘‘A nossa prioridade é devolver essas crianças para as famílias. Pode ser para os pais ou para os avós, tios ou irmãos que têm possibilidade de recebê-las. Quando isso não é possível, elas são encaminhadas para a adoção, mas esta é uma decisão tomada em conjunto com os responsáveis.’’
  Ela acrescentou que existem famílias que se acomodam com as crianças no abrigo e não se mobilizam para receber as crianças de volta. ‘‘Vemos que alguns pais não fazem o mínimo esforço para tirar as crianças do abrigo. Há famílias que não estão preocupadas com as crianças mas também não querem encaminhar para a adoção. É esta situação que queremos mudar.’’ As audiências serão realizadas até o final de outubro em Londrina e a equipe que une poder judiciário e executivo vai passar por todos os abrigos da cidade.


● Ao todo, 167 crianças moram em abrigos em Londrina e a cada seis meses essas audiências deverão ser realizadas


● Para facilitar o retorno ao lar, a família da criança irá receber amparo psicológico durante a adaptação

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