A menina de 10 anos que foi submetida a um aborto no sábado teve alta ontem do Hospital do Jabaquara, em São Paulo. Ela deverá voltar ao hospital ainda mais uma vez. A microcesariana que interrompeu a gravidez de 18 semanas só foi autorizada após uma ordem judicial em São Paulo, uma vez que os médicos do município de Israelândia (Goiás), onde a menina reside, negaram-se a fazê-la.
Os planos para o futuro ainda são incertos, mas a mãe de C.B.S., Maria Benedita da Silva, não descarta a possibilidade de retornar à cidade. A coordenadora do Programa de Abortamento Legal, Maria Luíza Righetti, diz não ser possível, ainda, avaliar o trauma provocado pela violência a que C.B.S. foi submetida. ‘‘A menina não tem noção do que está ocorrendo’’, afirma. C.B.S. foi estuprada durante três anos por dois vizinhos (de 52 e 65 anos), que estão presos em Israelândia.
Outros casos Uma menina de 11 anos ficou grávida depois de ser estuprada em Severínia, SP. O principal suspeito é o padrasto. Ele nega. A mãe só vai autorizar o aborto se a gravidez oferecer risco de vida à filha. V.P.S.M. está no sétimo mês de gravidez. A gravidez foi descoberta no sexto mês, quando a mãe, Maria Martins, 31 anos, levou a filha ao pediatra. A promotoria de Justiça de Itaituba, oeste do Pará, mandou abrir inquérito para apurar o estupro da índia N.B.M, de 14 anos, da tribo munduruku. Ela teria sido violentada por um funcionário da Comissão de Aeroportos da Região Amazônia (Comara), subordinada ao Ministério da Aeronáutica. Um funcionário da Comara identificado apenas como Luiz é o acusado.

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